segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mudança

Olá, leitores!!!!
Eu me mudei... ^^

http://swanheartdarkenchantress.wordpress.com/

Espero que gostem... ^^

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A chuva

Estavam lá, num parque de diversões. Juntos enfrentavam as filas para irem aos brinquedos.
Era primavera, o tempo estava bom, mas nem sempre ele pode ser amigo. E assim, viram as nuvens cobrindo um belo sol.
Começou a trovejar, e depois, os fortes pingos também vieram. A chuva ficava mais intensa e os brinquedos paravam pouco a pouco. Eles ainda estavam na fila, enquanto as pessoas corriam para não molhar suas roupas e seus cabelos inútil e cuidadosamente arrumados.
Eles não se importavam muito com isso, saíram da fila com calma. Queriam apenas um ao outro. Ela, com a blusa listrada encharcada, e os caracóis dos cabelos pingando, só queria estar ali, com ele.
E ele, não se importava em vê-la despida de qualquer vaidade, não gostava de coisas "montadas", que em sua concepção eram superficiais demais.
Caminharam pensando desta forma, de mãos dadas, pensando em muitas coisas, ou em nada ao mesmo tempo, até chegarem a um local coberto para esperar a chuva passar, e retornarem à loucura das filas.
Após a tempestade, voltaram ao ponto que haviam parado... Filas, brinquedos, adrenalina, seus sentimentos recíprocos.
O celular tocou, ele atendeu, trocou umas palavras.
Depois de ter desligado o celular, fitou-a no mais profundo que os olhos negros queriam esconder. A expressão dela havia mudado, de alguma forma, amuou-se momentaneamente.
Ocorreu um abraço, ela segurou as lágrimas e sorriu novamente, achando que havia ocultado dele o que sentiu. Ele, ainda que soubesse, não iria forçá-la a dizer.
Ela, ainda que com uma ponta de dor, naquele momento, só queria sentir o abraço e retribuir de maneira que ele soubesse que tudo o que ela era e queria precisava dele, somente dele.

Escrito em 24/03/2010.

terça-feira, 9 de março de 2010

In-certezas

"Palavras não valem tanto quanto demonstrações", foi o que havia me dito.
Ele afirmava bastante quando falava. Muito sensível, mas também muito lógico, questionador, e criador de hipóteses.
Com seu jeito racional, não me passava certeza alguma, não prometia, muito menos planejava. De uma forma muito estranha e mágica, sempre me fazia pensar.
Tornava coisas simples, dissertações tão complexas quanto ele próprio. O que às vezes me confundia.
Nas confusões, reflexões e pensamentos aleatórios, por momentos parava para imaginar o que ele realmente sentia e como poderia, alguém com cada mania, preencher uma alma de certa forma vazia.
E de repente, num dia que eu imaginei que nunca acabaria, desviei o olhar dos cílios dourados e o pranto suave que pela face me escorria, foi sanado por um sussurro: "Te amo".

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Produção textual

A menina

Sentia-se cansada, feliz, desperta. Pulava e bagunçava.
As pessoas grandes ao redor já não aguentavam mais, seu ânimo não era mais o mesmo de tempos anteriores. Pensavam em como um ser pequeno poderia causar tamanho alvoroço.
Todos os olhos estavam voltados para aquela menina, com seu cabelo desfeito, pezinhos sujos, despidos de seus sapatinhos e o laço do vestido rosdo, desatado.
Depois de tanto correr e se movimentar como um raio, ela dormiu. As mesmas pessoas que anteriormente a observavam se foram, sossegaram ao vê-la ressonando. Não passava de um anjinho, ou uma boneca animada em sua respiração profunda.
Ao final daquele dia, cada um de seus observadores pensou na essência de ser feliz, e chegaram à mesma conclusão, ainda que por meios diferentes...
... Uma criança realmente sabe viver.

sábado, 14 de novembro de 2009

Não sei.

Às vezes, nós não sabemos por que estamos aqui, ou o que nos segura num determinado lugar.
Pensamos em ir embora, e muitas coisas apagar, tiramos conclusões precipitadas, sem nem ao menos começar algo, traçamos planos para se por acaso o pior acontecer.
Por vezes, ainda não acreditamos em destino, tapeçaria, rede, ou como quer que chamemos a vida, já que ela se encontra tão ausente, não queremos saber de nada, não há ânimo, alegrias, e nem mesmo tristezas...
Sentir pode se tornar a última coisa importante.
A vontade de jogar tudo fora, desaparecer, viajar, para nunca mais voltar, ou dar notícias.

Mas fatos nos surpreendem, vêm assim "do nada".
Acontecem coisas e aparecem pessoas.
São como raios de luz, arco-íris após uma tempestade tenebrosa, são partes boas de dias ruins, capazes de salvá-lo pelo simples fato de existir...
São injeções de ânimo.

E, muitas vezes não se dão conta disso, passando batido, ou smplsmente não passando por nós.

domingo, 16 de agosto de 2009

Link Vinculado

Olá!!!
Após mais algum tempinho (desta vez foi tempinho mesmo...^^) sem escrever, estou aqui para falar da minha imagem nova, esta com o título de Arte.
A obra é do artista JeyGovinda.
Para conhecer os outros trabalhos dele, basta clicar na imagem ao lado.

Enjoy!

:)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Aleatórios...

Texto breve, sem muita frescura. Após um longo tempo sem escrever nada, afinal, não tinha tempo, meus trabalhos da faculdade me consumiam mentalmente.

Volto falando da Boneca, a mesma do texto anterior, e novamente em caráter autobiográfico.

"Ninguém acreditava que as bonecas sentiam, afinal, seres inanimados são estáticos. Mas aquela boneca, era a mais preciosa, a única raridade daquela mulher. A boneca mais bela, e também a mais diferente. Ela, ao contrário de todos considerava o brinquedo vivo e digno de atenção, mas ainda assim, como seu parente hebraico feito de madeira, o Golem, essa boneca se revoltou, e foi contra tudo, hoje, ela conquistou um lugar significativo, deixando de ser um mero enfeite, sem precisar de uma fada azul.
(Agatha - Um postludium para ''A Boneca")